Queridos leitores...

No blog Histórias da Sementinha reúno histórias Bíblicas infantis para serem trabalhadas com as crianças, meu intuito é cooperar para que a Palavra de Deus possa chegar às crianças de forma lúdica, eficaz e verdadeira. As histórias contidas no blog foram coletadas na internet para o meu uso pessoal, com o tempo comecei a postar para deixá-las reunidas de forma a facilitar meu ministério diário, o que começou como uma simples coleção de histórias se espalhou e se tornou útil também para diversas pessoas, sendo mães, pais, avós e ministros do evangelismo infantil. Estou completamente aberta à sugestões e críticas CONSTRUTIVAS. Se for encontrado no blog qualquer erro de ortografia, irregularidade ou histórias que estão em desacordo com a Bíblia Sagrada peço que entre em contato comigo para que eu possa imediatamente corrigir, me retratar ou excluir a postagem, peço a compreensão de todos e apesar do meu pouco tempo disponível para a manutenção deste blog, espero que ele seja diariamente um instrumento de bênção na vida das pessoas, principalmente àqueles que possuem pouco ou nenhum recurso para a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo nosso Senhor. Aproveitem as histórias, divulguem e não esqueçam de deixarem mensagens, farei questão de responder a cada uma! Que Deus abençoe cada visitante! Meditem Salmo 139.

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25 de fevereiro de 2013

Pipoca, o peixinho encrenqueiro





Era uma vez um peixinho que se chamava Pipoca. Ele tinha esse nome porque aonde ele ia estourava uma confusão. Sabe por que? Ele era muito fofoqueiro. Vivia inventando umas “mentirinhas” a respeito dos outros peixinhos.

No recife, onde ele e os outros peixinhos moravam, era um lugar muito bonito. A água era tão limpinha que lá de baixo dava pra ver o céu. Tinha muitos corais, plantinhas e muita comida pra alimentar todos os peixinhos. Era o local preferido da maioria dos peixes.

Pipoca não gostava, ele ficava com raiva e vivia reclamando:

- Esse lugar está muito cheio. Não dá nem para nadar. Porque todo mundo tem que vir pra cá?



Splash, um peixinho que passava na hora, ouviu Pipoca reclamar e disse:

- Pipoca, aqui é seguro, não tem pescadores, tem muita comida pra todos, não tem poluição, por isso a maioria dos peixes vive aqui.

Pipoca respondeu:

- Ah não dá, ta muito cheio, procurem outro lugar.

- Não Pipoca, como diz o ditado – “os incomodados que se retirem”, o mar é nosso também. Procure você outro lugar para morar.

Pipoca ficou vermelho de raiva e pensou:

…È assim né, procurar outro lugar. Eu cheguei aqui primeiro, então esse lugar é meu! Já sei o que vou fazer para esvaziar o recife. Vou inventar umas mentirinhas e logo todos os peixes vão se zangar uns com os outros e vão embora.



E assim ele começou…

Procurou o camarão e disse:

- Sabe camarão, estou muito triste.

- Por que, disse o camarão.

- O baiacu falou que você é muito feio, tem uns bigodes enormes e parece uma pimenta, de tão vermelho.

- O camarão ficou muito irritado e foi tirar satisfação com o baiacu.



- Pipoca foi correndo até o baiacu para provocá-lo também.

- Sabe Baiacu, estou muito, muito triste.

- Por que Pipoca. O que está acontecendo?

- É o Camarão.

- O que houve com o Camarão, ele é meu amigo.

- Amigo?! Se aquilo é amigo, você não precisa de inimigo.

- Por que está dizendo isso Pipoca?

- Sabe como é, eu não gosto de fofoca, mas não agüento ver uma injustiça.

- Diga logo, Pipoca.

- È que o Camarão disse que você é espinhudo e quando infla, fica parecendo uma baleia de tão gordo.

- Ah é! Mas o Camarão parecia tão meu amigo, falando umas coisas dessas a meu respeito? Vou tirar satisfação com ele.

E foi…



Pipoca ficou rindo… Estou conseguindo.

Quando o Camarão e o Baiacu se encontraram foi a maior confusão!

Eles discutiram muito, pois já estavam zangados, e um não deixava o outro falar. Foi a maior briga.

Pipoca ficava de longe, só rindo da confusão.

E assim foi… Pipoca foi inventando mentiras sobre os peixinhos do lugar e ia soltando seu veneno. Os peixes, ingênuos, acreditavam no que ele falava, acabavam brigando uns com os outros, brigavam e iam embora para outro lugar.



A confusão foi tão grande que o lugar foi ficando vazio, vazio. Splash tomou um susto, ele estava viajando por outras águas, quando voltou ao recife, ele estava vazio, só Pipoca estava lá.

Ele pensou… o que está acontecendo este lugar é tão movimentado, tão alegre, cheio de vida, está tão triste. Aí ele viu Pipoca nadando, nadando, todo alegre.

- Pipoca, onde estão os outros peixes? O que aconteceu? Os pescadores descobriram o nosso refúgio?

- Ah, não sei não, os peixes resolveram se mudar pra outro lugar.

- Por que? Disse Splash.

- Ah não sei! Eles arrumaram uma confusão, brigaram e cada um foi prá um lado.

- Porque só você ficou aqui Pipoca?

- Ora, aqui é a minha casa, meu lugar, é aqui que eu devo ficar.

- Por que os peixes brigaram, eram tão unidos, tão amigos?

- Umas fofocas que inventaram por aí, e eles acreditaram.

- Fofocas, que fofocas, quem inventou isso? E a seu respeito, ninguém disse nada?

Splash, começou a desconfiar de Pipoca.

- A meu respeito, bem, é, quer dizer, hum, eu não sou bobo, não acredito em qualquer coisa.

- Ah é! E sobre aquela estória que você andava reclamando que o recife estava muito cheio?

- Splash, que era um peixinho muito inteligente, começou a apertar Pipoca com tantas perguntas, ele sabia que tinha alguma coisa errada.

- Pipoca, que tinha a língua solta, não agüentou e disse:

- Ta bom, eu confesso fui eu que inventei as fofocas. Mas não me arrependo, o recife ficou do jeito que eu queria, bem vazio e sossegado.

- Splash, responde:

- Ah é, então fique com o recife todo prá você, porque eu também vou para outro lugar, vou procurar os meus amigos, fique aí sozinho, do jeito que você queria.



- Vai mesmo, eu não preciso de ninguém, posso viver aqui sozinho, vai mesmo, tchau!

Só que Pipoca achou que poderia viver sozinho. Sem ninguém para brincar, estudar, conversar. Passava todos os dias ali sozinho, nadando de um lado para o outro. Sem nada para fazer.

- Que coisa chata, eu não tenho ninguém para brincar, não tenho ninguém para conversar, eu estou me sentindo tão sozinho. Buá….Buá…

E começou a chorar, ele chorava tão alto que os outros peixinhos ficaram com muita pena dele. Apesar do que Pipoca tinha feito, eles mesmo assim o amavam e resolveram ver o que estava acontecendo.



- Splash, que era tipo um líder, perguntou:

- O que está acontecendo com você Pipoca, por que está chorando?

- Eu me sinto tão só , eu não sabia que era tão ruim ficar sozinho, sem ninguém para brincar, conversar.

- Ah então você não queria o recife todo para você?

- Eu não quero mais, o recife não é só meu, eu quero os meus amigos de volta.

- Então, peça desculpas a todos e diga que foi você que inventou todas aquelas mentiras.

E assim foi, Pipoca pediu perdão a todos e disse que nunca mais faria aquilo, ele tinha aprendido a lição.

Ninguém pode viver sozinho. Todos nós precisamos de alguém. Precisamos da mamãe, do papai, dos irmãos, do coleguinha, precisamos dos irmãos da nossa igreja. E principalmente precisamos de JESUS CRISTO. Pois sem ele é muito difícil viver.


“Oh quão bom e quão maravilhoso é viverem unidos os irmãos!”    (Salmo 133: 1)

Nancy e as flores




A vovó de Nancy tinha uma loja de flores. Atrás de sua casa havia um viveiro, onde se podia encontrar qualquer variedade de planta que você possa imaginar.

E atrás do viveiro havia um jardim. E o jardim transbordava de flores de verão. Haviam flores rosadas, flores azuis, alaranjadas, douradas e flores amarelas. E atrás, num pequeno cercado, estavam plantas cheias de rosas vermelhas, brancas, rosadas e amarelas. Quando Nancy ia visitar a vovó, sempre ajudava a molhar as flores, e também ajudava a capinar, tirando o mato. Algumas vezes, a vovó lhe dava uma tesoura, e deixava que ela cortasse algumas flores para fazer um buquê. Ela precisava de tesoura, especialmente para apanhar rosas. Sempre que podava as flores, Nancy pensava como devia ter sido lindo no Jardim do Éden, onde não havia espinhos nas rosas, não havia erva daninha e nem mato para arrancar. Como devia ter sido lindo antes que o pecado entrasse em nosso mundo para estragar tantas coisas bonitas! Mas os espinhos eram superados pela deliciosa fragrância das rosas, e por isto ela era muito agradecida.

Uma manhã a mamãe perguntou: “Nancy, você gostaria de ir passar o dia com a vovó?”

“Ó, mãe, como eu gostaria de ir. Eu gosto muito de ir à casa da vovó!” E Nancy batia palmas de felicidade. “Vai ser muito divertido na casa da vovó”. Quando a mamãe e Nancy chegaram na entrada da casa, a vovó já estava esperando por elas. Tinha um grande sorriso em seu rosto, e deu um beijo em Nancy. “Você é exatamente a ajudante que eu precisava hoje. Vou estar muito ocupada arrumando flores para um casamento. Não tenho ninguém para capinar e molhar minhas flores. Você gostaria de fazer isto para mim?”

“Lógico que sim”, disse Nancy, se sentindo muito importante e correndo com a vovó para o jardim.

A vovó mostrou quais as flores que precisavam de atenção, e depois voltou para a loja, para trabalhar nas flores para o casamento.

Enquanto Nancy trabalhava, lembrava que sua avó tinha dito, muitas vezes, que ela deveria lembrar de nunca arrancar uma flor, mas sempre cortar com uma tesoura. A vovó também sempre avisava para não entrar no cercado onde estavam plantadas as rosas.

“Rosas têm espinhos muito perigosos”, sua vovó tinha dito, “eles podem machucar uma menina pequena. Eu conheço uma menininha a quem não quero ver toda arranhada pelos espinhos”.

Nancy lembrava destas regras enquanto arrancava o mato e molhava as flores. “Acho que estas regras foram feitas quando eu era ainda muito pequena para saber como me cuidar” pensou ela, “agora estou bem crescida, tenho certeza”.

Depois que terminou de capinar o mato, olhou em volta. As flores estavam muito bonitas. Mas Nancy gostava muito mais das rosas, e decidiu esquecer a regra antiga e chegou bem perto do cercado para ver as rosas.

“Ah, como eu gostaria de ter uma rosa” , disse alto. E viu uma rosa por cima da cerca.

Uma vozinha dentro dela parecia dizer: “Por que você não pega essa linda rosa que está em cima da cerca? Você pode alcançar muito fácil, e a vovó nunca vai saber”.

Mas, no mesmo instante, outra voz, a voz da consciência, parecia dizer: “Não! Lembre-se da ordem da vovó. Ela não quer que você arranque as flores. Você poderá se machucar com os espinhos se tentar pegar aquela rosa”.

Mas Nancy desprezou a voz da consciência e subiu na cerca. Esticou a mão e segurou o talo da rosa, virou de um lado para o outro, torceu, mas não conseguia arrancar. Usou então as duas mãos, e de repente perdeu o equilíbrio e caiu diretamente em cima da roseira.

“Ai! Ai! Ai!” Nancy começou a gritar de dor. Os espinhos que estavam nos ramos da roseira iam arranhando seu rosto conforme ela caia. Também suas pernas e seus braços estavam arranhados, e, além disso, seu vestido estava rasgado.

Cada vez que Nancy se mexia, tentando levantar-se, os espinhos a arranhavam ainda mais. Então chamou pela vovó com toda a força de seus pulmões. Esqueceu que tinha desobedecido, esqueceu que a vovó poderia ficar muito zangada com ela, e somente sabia que queria se ver livre daqueles espinhos horríveis.

A vovó ouviu seus gritos e veio correndo. Com muito cuidado tirou Nancy do meio da roseira, e carinhosamente a carregou para dentro de casa.

Gentilmente lavou seus ferimentos e arranhões com uma loção desinfetante. Logo Nancy se sentiu bem melhor.

“Estou muito triste porque desobedeci à senhora e quebrei a roseira”, disse arrependida.

A vovó a abraçou com todo o cuidado: “Agora não devemos ficar preocupadas com roseiras quebradas, mas sim dar graças que os ferimentos”.

De minha netinha não foram mais graves”, disse a vovó carinhosamente. “Você sabe, as tentações de Satanás são exatamente como aquelas lindas rosas. Ele as torna tão atrativas que não vemos os espinhos até que seja tarde demais. Mas então podemos chamar por Jesus. Ele sempre vai nos ouvir. Ele vai nos tirar do meio dos espinhos e nos perdoar com todo o amor, assim como a vovó lhe perdoou, querida Nancy ““.

Então, Nancy sorriu. Como era bom ser perdoada!

É disto que são feitos os meninos




Um enorme urso marrom estava comendo.

Com um olhar simpático, enfiava punhados de mel na boca tão rápido que mal podia engolir tudo aquilo.

De repente, a terra começou a tremer e ele se escondeu atrás de uma pedra. Dali , ficou espiando um redemoinho de poeira que se formou. O urso não sabia, mas era o próprio Deus que estava fazendo a terra se mexer. Deus estava formando sua última e mais bela criatura: Adão, o primeiro homem.

Adão espreguiçou - se e mexeu os dedos.

Tudo estava funcionando! Deu um pulo e correu pelo jardim, olhando para as coisas que Deus havia criado para ele.

Jogou pedrinhas no lago, subiu numa árvore e se pendurou num galho, de cabeça para baixo.

Adão estava se divertindo muito!

Mas depois de algum tempo, chateado, sentou-se no chão.

Ficou lá, arrancando pedacinhos da grama e jogando- os na água. 

- Qual é o problema , filho? - Deus perguntou.

Não sei, acho que estou chateado....então Adão suspirou.

- Hum....bem... você gostaria de dar nome aos animais? Deus perguntou, tentando achar uma coisa divertida para Adão fazer.

Todos eles precisam de um nome e você pode escolher.

Talvez encontre um bicho para ser seu amigo.

Assim, Deus trouxe os animais para que Adão estatelou-se no chão novamente.

- Já sei qual é o problema, - Deus disse suavemente.

- Você está se sentindo sozinho!

- Eu estou o quê?

- Sozinho . Você precisa de alguém com quem conversar e fazer as coisas. alguém que seja mais parecido com você do que os animais.

Então, Deus fez Adão dormir, pegou uma das costelas e a usou para formar Eva,

A primeira mulher.

- Acorde meu filho! - Deus disse baixinho.

Adão abriu os olhos e viu aquela linda criatura, novinha em folha!

- Esta é Eva , - disse Deus.

- Eu a fiz para ser sua amiga e esposa. Vocês dois são parecidos comigo: sabem pensar, falar, tomar decisões e trabalhar juntos.Sei que sertão muito felizes!

A floresta do mestre




Escondida num cantinho bem distante, fica a Floresta do Mestre.
Tomando conta de todos que moravam na Floresta do Mestre, estava o poderoso leão chamado Rei Aren.
Porém , quem ele tinha que vigiar mais de perto era Adão o Guaxinim.
Adão era um guaxinim muito brincalhão, ele adora brincar com coisas que reluziam e brilhavam.
Como por exemplo a coroa do Rei....Adão vivia com a cabeça presa na coroa.
E sempre quem ajudava o guaximim trapalhão? É claro sempre era o sábio leão.
Mal saia de um problema Adão já se encontrava em outro ainda maior....ele era um imã de encrenca.
Vivia saltando, e pulando ....
TBUM!!!
Adorava ir nadar no lago, nadar com os peixinhos , disputar corrida com os patos, a vida era só diversão.
Adão podia nadar aonde quisesse ....EXCETO....no lago Tentador, onde a água reluzia e brilhava.
Era o lugar mais lindo e perfeito para nadar de toda a Floresta do Mestre.
Mas também era o mais perigoso.Um nadador poderia ser facilmente arrrastado para a Cachoeira Eterna! E de lá ninguém, nunca , jamais havia escapado vivo!.
Então o rei Aren colocou um aviso:
PROIBIDO NADA! Acho um insulto esse aviso...afinal de contas o rei está se achando o dono de tudo isso aqui...resmungou o Guaxinim
Adão ficou muito zangando afinal de contas ele não aceitava muito um não ...na verdade ele sempre via um não como um sim , e não pensando duas vezes ....
TBUM! Pulou rapidinho no lago Tentador, ficou la´se deliciando nas águas , agora sim ele sabia porque era tão Tentador o lago era perfeito ...
Era maravilhoso, muito mais do que havia imaginado!
De repente, Adão percebeu que estava se movendo muito mais rápido! Ele não estava mais no lago!
Ele estava sendo levado pela correnteza ...Adão nadou, nadou , nadou muito mais em vão a correnteza era muito forte e ele muito pequeno.
A correnteza foi levando Adão para cada vez mais longe e cada vez mais perto da Cachoeira Eterna!
Socorro! Socorro! Adão gritava muito, enquanto se aproximava da cachoeira.
Os amigos de Adão ouviram seus gritos e vieram depressa.
O urso disse:
Eu sou gordo e iria afundar rápido!
A cotia:
Sou muito pequena , não daria certo!
O pavão:
Jamais iria molhar minhas lindas plumas!
O coelho de longe gritou:
Não sei nadar!
A tartaruga vagarosamente sussurrou:
Demorariaaaaaaaaaaa anosssssssssssss.....
TBum!
Quem era aquele perguntaram os animais?
O Rei Aren!
A cachoeira Eterna trovejava, enquanto Adão era arrastado para a queda.
Com um movimento rápido, o Rei Aren agarrou Adão com seus braços fortes.... e o jogou para as margens em segurança.
O corajoso Rei caiu na Cachoeira Eterna, dentro daquela água escura e sombria.
Ele se foi!
Adão não conseguia fazer mais nada, a não ser pensar em como o Rei Aren havia dado a vida por ele.
De repente... os arbustos começaram a balançar e...surgiu o Rei Aren.
Ele estava VIVO!
Adão pulou nos braços do Rei Aren!
Oh! Rei Aren como eu fui tolo! Como posso recompensar o Senhor!
Com um sorriso o Rei disse:
Tudo o peço, Adão, é que você me siga! E Adão seguiu o Rei!

O avental



Maria terminando de limpar a casa com o avental surrado.
Maria: Ai, ai que coisa boa, já fiz toda faxina, a gente limpa, limpa, e amanhã começa tudo de novo... mas eu mereço um descanso, esperei tanto por este momento, vou cochilar só um pouquinho...
(campanhia toca)
Maria: Ah, claro, tava bom demais pra ser verdade. Quem será estas horas, deve ser a vizinha querendo açúcar...
Fernanda: Olá Maria tudo bem ??
Maria: Tudo e você ?
Fernanda: Eu vou bem, sabe o que é ....
Maria: Eu sei sim, você quer um pouco de açúcar, porque quer fazer um bolo, porque você está com visita e tá com pressa... é isso não é ?
Fernanda: Não, na verdade não
Maria falando pra si: Ah, que pena, eu queria tirar uma soneca.
Fernanda: Sabe eu vim te fazer um convite...
Maria: Um convite, que maravilha, então entre, entre
Fernanda: Até que enfim em vizinha...
Maria: Sente-se
Fernanda: Amanhã, haverá a tarde do Chá do Avental em minha igreja, é uma forma de homenagearem as mães, vamos ?
Maria: Puxa vida, que legal, eu vou sim, na minha igreja a homenagem será no Domingo, então dá sim para eu ir com você.
Fernanda: Que bom irmã, eu passo aqui pra te buscar, ah... precisa levar um avental tá ?? (e 2 reais)
Maria: Ah tudo bem, até amanhã então... tchau
Fernanda sai
Maria: Legal, acho que será bem divertido este Chá do Avental... (tira o avental e o pendura) hiiii eu tenho que levar um avental, pra que será ? Tadinho deste aqui, sujo, feio, vou ter que ir com outro, imagine, se eu vou te levar, eu passaria vergonha... (começa a bocechar e vai fechando os olhos)
Avental: Ei ! Psiu acorda
Maria: Ãh, quem ?
Avental: Vamos acorda, preciso Ter uma conversa séria com você.
Maria: Ah, querido deixa eu tirar um cochilo, já vou fazer a sua janta.
Avental gritando: Maria acorda !!!!
Maria levando um susto: Calma! Calma, fala meu bem, não precisa ficar bravo.
Avental: Há-Há, meu bem..agora você chama de meu bem.
Maria: Cadê você ?
Avental: Hei sou eu, o seu Avental que vos fala.
Maria: Meu avental falando comigo ?? Eu cochilei, mas estou acordada agora, não pode ser.
Avental: Pode sim, sou sim de pano e fio vivinho da silva....É o seguinte, amanhã terá um Chá do Avental não é ??
Maria: Sim, e daí ?
Avental: Como e daí... você vai ou não vai me levar ?
Maria: Claro que não, você está sujo e velho, não serve pra nada, não posso passar uma vergonha dessa. Levarei o meu novo, ele é branquinho e bordado à mão, lindo!
Avental: Tudo bem ! Pode levar, mas você é uma ingrata, por tantos anos, eu te ajudei nesta casa... fiz todos os almoços para seu marido e para as crianças... e os jantares ? Você sabe qtos foram?
(entra uma música melancólica no fundo) Não, aposto que não, te ajudei a limpar o seu lar todos estes dias... até na igreja você me levava pra te ajudar a fazer as festas de lá, claro que era pra ficar na cozinha lá trás nos fundos, e não para me desfilar como amanhã você vai fazer com o "branquinho".... tudo bem, acho que meus dias estão no fim mesmo, ninguém me quer, ninguém me ama, acho que meu destino é o lixo, lá será meu novo lar...
Maria: Não, avental ! me perdoe
Avental: Nâo sei se você me merece !
Maria: Por favor, eu vou te levar amanhã comigo, meu compaheiro de todos os suores, me perdoe, volte pra mim!
Avental: Você tá quase me convencendo...
Maria: Ah, amigão, eu prometo dar banho em você um vez por mês !
Avental: E as férias ?
Maria: Férias ? Como assim ? Você já quer demais.
Avental: Eu vou para o lixo
Maria: Nâo, não, férias sim, te darei os sábados e domingos tudo bem?
Avental: Ah, melhorou, tudo bem, e vê se usa aquele branquelo então nestes dias.
Maria: Sim senhor !
Avental: Amigos de novo ?
Maria: Amigos sim, ou melhor, companheiros, óh meu amigão (o beija)
Avental: Ai, não me lambe ! ...Vou passear amanhã, oba, oba.
Maria: Vamos sim, vou voltar ao meu cochilo que você interrompeu.
Maria senta dinovo, e logo abre os olhos se espreguiçando
Maria: Ai como é bom um soninho.... (olha para o avental) Que sonho maluco eu tive, e foi com você, sonhei que você falava... (vai e se aproxima do avental) Alô !!! tem alguém aí???... psiu (encostando o dedo) credo! Pareço uma boba, vamos à luta aventalzinho querido....hum pensando bem, vou pegar o que tenho guardado, porque você, eu vou te lavar para ir comigo amanhã ao Chá do Avental.
Fim

REFLEXÃO : Como este avental velho, muitas vezes olhamos assim para as nossas Mães. Elas vão ganhando mais idade, já trabalharam bastante por nós, e não tem mais utilidade, já não são tão novas para mostrarmos aos outros, muitas vezes sentimos vergonha delas por causa da sua aparência. Filhos, daqui alguns anos você será um avental velho e aí ? Qual será o exemplo que você deu ao seu filho? Esse será o tratamento dele para com vocês

A história da lagarta Zazá

Um dia, Deus criou todas as coisas. Ele criou as plantas, as aves, os peixes e também a lagarta.
A nossa história fala de uma lagarta. Vamos imaginar que as plantas, as aves, os peixes e a lagarta conversam entre si.
Esta é a lagarta Zazá. Ela mora num lindo pomar. Um dia, ela saiu para passear e conhecer melhor o lugar onde morava. Ela foi se arrastando e logo viu uma flor tão bonita e resolveu subir em suas pétalas.
Zazá : - Quem é você?
Rosa: - Ai! Ai! Você está me machucando! Eu sou a rainha das flores!
Zazá : - Desculpe-me... já vou descer. É que eu queria ver você de perto. Você é tão bonita... tem um perfume tão delicioso...
Rosa: - Eu sou muito feliz ! Deus me fez assim! Eu posso alegrar as pessoas com a minha beleza e o meu perfume delicioso!
Zazá : - Pois eu sou triste! Queria tanto ser uma rosa igual a você. Mas... Deus me fez assim: uma lagarta verde, gosmenta e horrorosa!
A lagarta Zazá continuou o seu passeio e logo viu uma margarida branquinha. E havia uma abelhinha zumbindo em volta dela. Zazá subiu nas pétalas da margarida e começou a conversar com abelhinha que se chamava Zuzu.

Zazá: - Olá abelhinha Zuzu. Você está sempre voando de flor em flor. Eu gostaria tanto de ser como você e voar de um lado para o outro!
Zuzu: - Eu não fico passeando por ai! Eu trabalho bastante! Eu apanho o néctar das flores para fazer um mel bem gostoso. Deus me fez assim e eu sou feliz assim, porque posso ser útil.
Zazá : - Pois eu sou triste! Queria tanto ser uma abelha e voar igual a você. Mas... Deus me fez assim: uma lagarta verde, gosmenta e horrorosa!
Logo, Zazá ouviu o cântico de um passarinho. Era um belo canário de penas amarelas, laranja e azul e ele se chamava Zezé.

Zazá: - Bom dia canarinho Zezé. Que música linda!!! Você tem cores lindas!!!
Zezé: - Deus me fez assim... e sou feliz desse jeito. Vivo a cantar e voar. E você é feliz?
Zazá : - Pois eu sou triste, muito triste! Eu não posso voar e vivo me rastejando. Minha cor é muito feia, é terrível ser uma lagarta verde, gosmenta e horrorosa!
E assim Zazá foi rastejando e chegou perto de uma plantação de morangos bem vermelhinhos e madurinhos.
Zazá: - Que morangos lindos!!! Hummmmm... Devem estar deliciosos!!!
Morangos: - Olá Zazá... você está com uma carinha tão triste... o que houve???
Zazá nem respondeu. Estava tão triste e infeliz que saiu dali. Ela queria ter uma cor vermelha bonita como o morango. Continuou o seu passeio e chegou perto de um lago e viu Zizi, o peixinho, nadando tranqüilamente.

Zazá: - Oi peixinho Zizi! Você é feliz???
Zizi: - É claro que sou feliz! Deus me fez assim. E você? Não é feliz?
Zazá: - Não eu não sou feliz...
Zazá ia continuar a sua reclamação quando avistou um pintinho que gosta de comer lagartas. Zazá arrastou-se rapidamente até o alto de uma planta, que tinha folhas bem verdinhas.
Zazá: - Essa andança me abriu o apetite e parecem tão deliciosas!!!
Folhas: - Pois é... Deus me fez assim... para que servisse de alimento. Sirva-se Zazá!
Assim Zazá encheu sua barriguinha, mas começou a chover uma chuva bem fria e ela estava ficando toda molhada. Zazá ajeitou-se numa folha e teceu um casulo ao seu redor. Tão escuro e quentinho, que Zazá dormiu e dormiu bastante.
Por fim Zazá acordou e percebeu que o dia estava muito lindo. Zazá se esticou todinha e viu o seu reflexo na poça de água e pensou:
Zazá: - O que aconteceu???
Zazá percebeu que agora não era mais aquele bicho rastejante, mas sim uma linda borboleta colorida, com as cores da rosa, da margarida, do canário e até da folha que comeu.
É... algumas pessoas são como a lagarta Zazá que não são felizes e nem reparam para as coisas boas que Deus fez. Deus criou tudo perfeito.
Um dia, a lagarta teve uma transformação começou uma nova vida. Se você se sente como uma lagarta, lembre-se Deus pode te transformar em uma linda borboleta. Não fique mais se rastejando por ai, mas tenha uma nova vida nas alturas, com Jesus Cristo

Autor Desconhecido

Abraão e Ló


Abrão, casado com uma linda mulher resolve tomar uma decisão: deixar seu país, seus pais e tentar a vida em outro lugar. Ele ouviu uma voz – um chamado e aquilo ficou queimando em seu coração.
Era uma voz que dizia assim:
Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para uma terra que eu lhe mostrarei.
Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma benção. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados.
Hum… uma boa proposta!!!
É… Abrão não pensou duas vezes. Aos seus 75 aninhos de vida, leva sua esposa – a linda Sarai, o sobrinho querido – Ló, seus empregados e parte para uma terra tão diferente da sua. Essa terra era Canaã. Já tinha gente morando lá, mas Abrão não se importou e a primeira obra de Abrão naquela terra foi a construção de um altar.
Isso significa que para ser um bom cidadão é preciso colocar Deus em primeiro lugar. É deixar Deus na frente de todo o empreendimento. Esse Abrão era bem inteligente.



Abrão não tinha um lugar fixo, explorou a terra. Ele foi enriquecendo tanto, que mal tinha lugar para ele e o sobrinho Ló apascentarem os seus rebanhos. Começaram as brigas entre os seus empregados. Mas… pacificamente houve uma divisão de terras. Abrão dividiu aquelas amplas terras em duas partes e deixou que o primo Ló escolhesse aonde ele queria ficar. A parte que sobrou ficou para Abrão.

Um bom cidadão é sensato e pacificador. Ele sabe que independente do lugar, ser bonito ou feio, Deus o abençoará.

É… teve uma guerra. Essa guerra foi bem pertinho do lugar onde Abrão vivia, lá no lugar onde o sobrinho Ló escolheu para habitar. Guerra sempre é ruim. Morrem pessoas, há escassez de alimentos, saques. E quando você sabe que um parente teu é refém de guerra? Pobre Abrão… teve essa triste notícia. Seu sobrinho Ló era refém de guerra. Será que Abrão se escondeu debaixo da cama? Ficou em cima do muro? Não!!!! um bom cidadão pensa e age. Ele convocou 318 homens da sua casa, fez plano, deu instruções – perseguiu os seus inimigos e resgatou os prisioneiros, inclusive os bens. Foi vitorioso. Os reis queriam dar para ele dinheiro, presentes, mas Abrão não quis nada disso. A sua riqueza procedia de Deus e não de homens.
Ao invés de receber presentes ele deu. Deu para um sacerdote de Melquisede 10% de tudo quanto tinha.
Abrão não recebe aquilo que não lhe pertence. Um bom cidadão ajuda. Doa um pouco de si para os outros.
Abrão rico… rico… mas sem filhos. Ele queria um filho para ser o seu herdeiro, para ensinar-lhes as coisas que tinha aprendido no decorrer da vida. Ele queria ensinar a sua fé. Mas ele já estava tão velhinho. Tinha quase 100 anos e nada de filhos. Deus promete-lhe um filho e faz uma aliança com ele.
Deus muda-lhe o nome – de Abrão, passa a ser chamado Abraão.
Abrão = pai exaltado
Abraão = pai de muitas nações.
Sarai passa a chamar-se Sara = princesa
Um bom cidadão tem uma aliança com Deus.

É… Deus cumpre o que promete. Aos 100 anos nasce Isaque – o filho de Abraão com Sara e a família fica mais feliz.