Queridos leitores...

No blog Histórias da Sementinha reúno histórias Bíblicas infantis para serem trabalhadas com as crianças, meu intuito é cooperar para que a Palavra de Deus possa chegar às crianças de forma lúdica, eficaz e verdadeira. As histórias contidas no blog foram coletadas na internet para o meu uso pessoal, com o tempo comecei a postar para deixá-las reunidas de forma a facilitar meu ministério diário, o que começou como uma simples coleção de histórias se espalhou e se tornou útil também para diversas pessoas, sendo mães, pais, avós e ministros do evangelismo infantil. Estou completamente aberta à sugestões e críticas CONSTRUTIVAS. Se for encontrado no blog qualquer erro de ortografia, irregularidade ou histórias que estão em desacordo com a Bíblia Sagrada peço que entre em contato comigo para que eu possa imediatamente corrigir, me retratar ou excluir a postagem, peço a compreensão de todos e apesar do meu pouco tempo disponível para a manutenção deste blog, espero que ele seja diariamente um instrumento de bênção na vida das pessoas, principalmente àqueles que possuem pouco ou nenhum recurso para a divulgação do Evangelho de Jesus Cristo nosso Senhor. Aproveitem as histórias, divulguem e não esqueçam de deixarem mensagens, farei questão de responder a cada uma! Que Deus abençoe cada visitante! Meditem Salmo 139.

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19 de dezembro de 2012

História de natal







Havia uma menina de 7 anos de idade que se chamava Maria e ela era muito pobre, pois vivia numa casa humilde, de madeira. Maria tinha só a mãe para lhe criar, pois o pai havia morrido num acidente pouco depois do nascimento da filha. E a mãe deixava a menina numa escola municipal enquanto pegava papelão e sucata nas ruas e nos lixões. Com a venda da sucata mal dava para comprar comida. 

Mãe filha passavam extrema necessidade material, em certos dias não tinham nem pão para saciar a fome. Maria também não tinha brinquedos. Os únicos que tinham era quando a mãe lhe trazia alguns pedaços de papelão e uma caixa velha de sapato para fazer alguns brinquedos. As vezes a mãe lhe trazia uma boneca que encontrava nas sobras do lixo, mas esta boneca geralmente vinha sem braços e sem cabeça, pois se estava no lixo era porque não prestava mais ao dono.


E foi chegando a época do Natal, e a menina ouviu na escola da professora que nesta época Papai Noel trazia presentes às crianças, que somente era preciso colocar um bilhetinho dentro de uma meia e colocar perto da janela do lado de fora da casa para que o "Bom Velhinho" trouxesse os presentes. Nesta época, ela costumava andar pelas ruas da cidade, e ver a cidade enfeitada, cheio de luzes piscando nas árvores e as pessoas andando cheios de pacotes de presentes, e em algumas lojas viu homens vestidos de Papai Noel conversando com as crianças. Maria se encheu de sonhos e queria uma boneca, que tivesse pelo menos completa, com a cabeça , os braços e as pernas. E a cada dia, com o Natal chegando, ela cada vez mais ficava sonhando com a boneca, pois afinal nunca tinha recebido um presente de Natal. 

Imaginemos a situação da mãe de Maria, mal tinha dinheiro para comprar comida, e não podia comprar nem brinquedos de R$ 1 (Um Real) nas lojas. Na véspera de Natal escreveu com dificuldade o pedido ao Papai Noel, pois não sabia direito ler e escrever. Esperou a mãe ir dormir e colocou o bilhete numa meia rasgada, pois era a única que tinha e colocou-a do lado de fora da casa perto da janela.

Em seguida, Maria ficou deitada na cama pensando em como seria a boneca que o Papai Noel traria e demorou a dormir. E devido a sua imensa ansiedade, assim que amanheceu, acordou antes da mãe e foi correndo verificar se ao lado da meia havia o presente que o "Bom Velhinho" iria lhe trazer. Chegando lá, para sua tristeza, viu que estava só a meia e que o Papai Noel se esquecera dela e não trouxera a tão sonhada boneca. Ficou chorando o dia inteiro, pois via que as crianças que moravam no bairro estavam brincando com os presentes de Natal e ela se perguntava porque o Papai Noel se esqueceu dela, pois ela tinha sido uma boa menina e nunca tinha brigado com a mãe. 

Imaginemos o sofrimento e a desilusão de Maria por acreditar num conto de Natal. Este é o Natal que os homens criaram. Bem longe do verdadeiro significado desta data, fazem desta época, um Natal materialista, egoísta, preconceituoso, onde só alguns podem ter os presentes caros, as ceias fartas de comida. Muitos pais de famílias simples, apesar de levaram uma vida financeira difícil, ensinam as crianças sobre as fantasias do Papai Noel, e compram presentes, entram em dívidas, apenas para manter ainda vivo este mito, esta fantasia. 

Voltemos a história, passados alguns anos a mãe de Maria veio a falecer, pois havia ficado doente, catando sucata nos lixões da cidade. A menina cresceu e para sobreviver trabalhava como empregada doméstica. Hoje, esta menina já é uma senhora com 30 anos de idade. Graças a Deus ela tem uma vida um pouco melhor, se casou com um rapaz de família simples e tem dois filhos. Ela não é rica, paga aluguel de uma casinha de três cômodos, e tem o que comer e o que se vestir. Conheceu também uma moça, no qual se tornaram grandes amigas, e foi esta moça que lhe apresentou Jesus para ela. Maria nunca tinha ouvido falar dele. E descobriu que podia ser feliz neste mundo apesar das dificuldades que a vida oferece. Aprendeu que a vida não se resume pelo ter e sim pelo ser. Que os bens materiais são apenas provisórios e que os bens espirituais são eternos. 

Maria ensinou aos filhos que Papai Noel não existe, é apenas uma fantasia, um conto de Natal, e que esta data é importante pelo nascimento de Jesus, e que devemos comemorar o seu aniversário. E em vez de nós darmos ao aniversariante um presente, é ele que nos dá o verdadeiro presente de Natal, pois nos ensina a viver de verdade, sem falsas ilusões, sem discriminação, onde ricos e pobres, doentes e sãos, negros, brancos, amarelos ou vermelhos, podem ser felizes se aprenderem e seguirem os seus ensinamentos. 

Maria hoje tem uma família unida, onde todos são felizes pelo que possuem, não vivem de ilusões que o mundo pode dar, mas vivem pela certeza dos ensinamentos de Jesus. São os únicos que produzem justiça, igualdade e mostram que a morte não existe. 

Saindo da história, vamos pensar um pouco: Nós, as vezes reclamamos que não conseguimos comprar um carro novo, uma casa um pouco maior, uma roupa de grife, um videogame para nossos filhos, porque não temos dinheiro suficiente para comprar. Devemos agradecer à Deus pelas riquezas que temos e que não damos valor. A casa que temos, embora seja simples, pelo menos não moramos debaixo das pontes e em favelas. As roupas que possuímos, embora não sejam de marca e nem da moda. A comida que temos, que embora não seja farta, pelo menos não passamos fome. Pela saúde que temos, pois enxergamos, falamos, ouvimos, podemos andar. 

E para terminar esta verdadeira História de Natal, podemos ter o mesmo final feliz, vamos aprender com ela que descobriu a verdadeira felicidade e que podemos ser felizes com o que temos, procurando fazer o Bem as outras pessoas. E este é um presente que todos podemos dar, se o quisermos e se esforçarmos de verdade. 

Zezé e Emília em "O dia de natal"



Juninho vai à igreja



Estou de férias, mamãe tirei boas notas e estou de fé-ri-as! Juninho entrou correndo em casa, contando a boa notícia à mamãe. E sabe quem estava na sala, com mamãe? A tia neném! Tia neném mora lá em Rio Claro, num sítio cheio de frutas, animais, rio com cachoeira, amigos, um lugar muito legal. -Muito bom, Juninho! Que tal passar as férias de julho lá em casa, no sítio? O Zé Carlos também vai; tia Neném convidou. -Oba! Zé Carlos é meu primo mais amigo! Claro que eu quero ir.





No sábado de tardinha, tia Neném, Juninho e Zé Carlos chegaram ao sítio: Foram de ônibus, depois de trem e depois no carro do tio Quim. -Amanhã vamos à igreja, tia Neném explicou. Todo mundo pra cama cedo. Deixem suas roupas e Bíblias arrumadas.





De manhã cedo, no domingo, entraram todos no carro do tio Quim. Andaram, andaram e chegaram... na casa de Carlinha e do Jair. -Mas aqui é a casa dos seus amigos, Juninho falou. Onde se reúne a igreja? Ué, sua igreja não tem templo? Juninho interrogou. -Reúne-se aqui, na casa de nossos amigos. Tio Quim explicou. Ué, sua igreja não tem templo? Como os cristãos podem cultuar a Deus?





Juninho entrou na casa. A sala estava cheia de gente sentada em cadeiras, a mesa ficou lá no canto. Vasos de plantas enfeitavam tudo. As pessoas sorriam  e conversavam, esperando o culto começar. Juninho encontrou os amigos que fizera nas férias passadas: Carlinha, Jair, Bernardo, Gustavo, Marli... Quanta gente amiga e contente! Juninho gostou muito de estar junto com os cristãos de Rio claro!




Juninho procurou direitinho mas não viu nenhum instrumento musical na sala: nem teclado, nem piano, nem bateria, nada. -Ué, sua igreja não tem instrumentos? Como os cristãos podem louvar a Deus? -Não vi nenhum instrumento musical, tia Neném. -Nós não temos, mesmo.




O relógio marcou oito horas: seu Arlindo levantou-se, tirou do bolso uma gaita e... começou a tocar! Era o sinal para o início do culto. Dona Lena foi a frente, fez oração, a leitura Bíblica. Depois começaram a louvar a Deus com cânticos. que louvor animado! Juninho nem sentiu falta dos instrumentos musicais! Gostou muito do louvor!




Depois houve entrega de dízimos, de ofertas para missões e para comprar um terreno para o templo. A igreja de Rio Claro gostava de ofertar! Juninho gostou muito de dar ofertas. seu Arlindo tocou a gaita de novo. Era o momento da pregação. Juninho não viu o pastor. -Ué, sua igreja não tem pastor? E quem é que vai pregar?





O diácono Damião foi à frente e leu a Bíblia, bem devagar, aos pouquinhos. Depois explicou o texto, bem explicadinho. Falou do amor de Deus por nós, de Jesus, da salvação. Juninho entendeu tudo o que o diácono Damião falou. E gostou muito da pregação.




Seu Arlindo tocou a gaita novamente: hora do estudo da lição da EBD. Juninho viu as crianças levantarem-se e perguntou: -Ué, sua igreja não tem sala de EBD? Onde os cristãos fazem estudo Bíblico? -Vem comigo, Juninho, vamos Zé Carlos, vamos para o estudo da EBD! E Jair levou os amigos para... o quintal! Pra baixo do grande pé de manga! Todos sentaram-se em cadeiras e o estudo começou. Lila a irmã mais velha de Carlinha e Jair é quem ajudou no estudo Bíblico. as crianças leram a Bíblia, a revista, fizeram atividades e até uma gincana! Juninho gostou muito do estudo Bíblico!




Dona Lena apareceu na janela: -Hora de terminar, Lila. As crianças deram-se as mãos e agradeceram a Deus pela boa manhã de louvor, de adoração e estudo Bíblico, pelas ofertas. Ah, agradeceram também porque Juninho e Zé Carlos iam ficar aquele mês em Rio Claro. Juninho gostou muito de orar com os amigos!




Todos, adultos e crianças, começaram a despedir-se: -Até à noite, meu irmão! -Quem bom ver você, irmã Neném! -Senti sua falta semana passada, irmão Francisco. O remédio que lhe mandei ajudou no resfriado? -Quer ir pescar quinta-feira, Juninho? -Zé Carlos, eu empresto meu burrinho pra você montar. Vão lá em casa terça-feira. Juninho gostou muito de conversar e alegrar-se com os irmãos.




Na hora do almoço, Juninho falou pra tia Neném: -Sabe, tia, eu aprendi uma coisa nova esta manhã. Aprendi que uma igreja não é o templo onde as pessoas se encontram, nem instrumentos musicais, nem salas de estudo e nem mesmo pastor, nem professores. Uma igreja são as pessoas que amam a Deus e se reúnem para louvá-lo e aprender a sua palavra. -Aprendi que a igreja são as pessoas reunidas para orar, louvar, ofertar, cantar, estudar, ouvir e aprender a palavra de Deus. Tanto faz reunir-se embaixo de uma mangueira, como aqui em Rio Claro, ou num grande templo, como o da minha igreja, em Belo Horizonte. E aprendi que Jesus está sempre com a igreja, não é mesmo?




-Isso mesmo, Juninho. Tio Quim concordou. -Jesus ensinou: "Onde se acham dois ou três reunidos em Meu nome, aí Eu estou no meio deles!". Quando a igreja se reúne, Jesus está sempre no meio dela. Juninho orou: -Obrigado, Deus, pela igreja, pela reunião das pessoas que aceitaram Jesus como Salvador. Amém!




-Mamãe, acho que já entendi bem quando e como é que eu devo orar. Me diz só mais uma coisa: Deus sempre faz o que a gente pede na oração? -Filho, você já sabe que a vontade de Deus é que a gente seja sempre feliz. Por isso, às vezes ele não faz o que a gente pede, não. Porque sabe que aquilo que nós pedimos não vai ser muito bom para nós. Deus sempre cuida de nós com amor, com perfeição.




Juninho falou: -Agora só falta uma coisa, vamos orar? E ele agradeceu: -Obrigado, Pai do céu, por me ouvir sempre na oração e cuidar tão bem de mim. Em nome de Jesus, amém!




O burrinho problema



Atenção amiguinhos! Hoje ouviremos a estória:
‘O Burrinho Problema’





Numa bonita chácara, vivia seu João e sua família.
Como eles gostavam de Mimoso, o burrinho de estimação.




Mimoso era prestativo, acostumado a puxar carroça, e além do mais,
o único animal que eles possuíam!




Mas um dia, que tristeza! Precisando muito de dinheiro, resolveram vender o burrinho. 
Zézito correu preparar o Mimoso para a triste viagem ou despedida.




Pegou a raspadeira e pôs-se a escová-lo. ‘Mas... Que tal um banho? Pensou Zézito! 
Mimoso ficará com o pelo muito mais macio e brilhante! Quanta gente vai querer comprá-lo.




Muito bem! O burrinho estava lustroso e faceiro com um lindo cabresto no pescoço! 
E assim partiram seu João, Zézito e Mimoso.





O garoto ia puxando o burrinho para que este não se cansasse, e ele e o pai iam a pé.




De repente, um rapaz que passava de bicicleta, disse:
‘Será caduquice ou penitência? Rá, rá, rá... ’.




Seu João achou que o rapaz tinha razão.
Montou no animal e mandou Zézito puxá-lo. 
Andaram um pouco, e o menino já estava cansado.





Encontraram então uma senhora que, de olhos arregalados, exclamou:
 ‘Tem graça! Um marmanjo montado, e o coitadinho do menino a pé!’




Seu João achou que era isso mesmo e, estendendo a mão para o menino, 
o ajudou a montar no burro. Agora, quem ficou chateado foi Mimoso.
 Mas... A viagem continuou.




‘Quero ver o que vão dizer agora Zézito!’ 
Perto da cidade, viram uma banca de frutas, e o vendedor gritou: 
‘Não sejam tolos! Querem vender o animal e vão os dois montados nele?
Assim, quem vai chegar à cidade será à sombra do pobrezinho!’ 
Seu João: ‘Tá certo meu filho, acho que ele tem razão!’




‘Eu apeio, e você que é levezinho, vai montado.
 ’ E assim andaram quase um quilometro sossegado.




Porém, que surpresa ao verem ao verem um menino, curvado diante deles dizendo:
 ‘Bom dia, majestade!’ ‘Por que majestade?’ Indagou Seu João.
 ‘Por que, apenas reis andam assim, com um criado as rédeas!’
 Respondeu o menino. ‘O que? Criado eu? Que desaforo! 
Desce depressa, Zézito!’ Disse seu João. E o menino desceu.
 O senhor cansado de tanto palpites, teve outra idéia: 
‘Meu filho, agora é o Mimoso que vai descansar! 
Vou carregá-lo um pouco, e assim contentaremos a todos. ’




E então fazendo o maior esforço do mundo, pôs o burro nas costas e, 
quase caindo, continuou o seu caminho.





‘Olhem, olhem!’ Que gritos horríveis!
Era um grupo de meninos que vaiavam os nossos viajantes:
 ‘Uh, uh! Vejam três burros! Dois a pé, e um carregado. 
Qual deles é o mais burro?’ Seu João, irritado com mais uma crítica,
 tirou o burrinho das costas dizendo:




‘O mais burro sou eu! Pois venho dando ouvidos aos palpites de toda gente,
mas vejo que é impossível satisfazer a todos!
 De hoje em diante, darei ouvido apenas a voz da minha consciência! 
Zézito, paz com a consciência e bola pra frente!’




E... Já era quase noite , quando seu João e Zézito
deram meia volta em direção à fazenda, 
pois resolveram não mais vender o burrinho de estimação.



Deus é Vivo




O dia estava lindo. O céu avermelhado do sol. Dentro desta casa bonita, estava ainda se espreguiçando na cama, o Pedrinho. Sua casa ficava num lugar afastado da cidade. Era muito bom morar ali.
__Levante, Pedrinho, vamos ao zoológico, disse o papai.
__Zoológico? Mas, papai, hoje é domingo, eu quero ir à Igreja. É tão bom lá! Eu gosto de cantar, de desenhar. Eu gosto das professoras. Eu não quero ir ao zoológico hoje, papai.
__Pedrinho, quem manda em casa sou eu. Você precisa passear também. Esse negócio de todos os domingos ir à Igreja não é certo. Apronte-se e vamos ao zoológico.
Dentro de meia hora, Pedrinho estava dando "até logo" para mamãe. Não demorou muito, com aquele dia maravilhoso, chegaram ao zoológico. Pedrinho estava triste, pensando na Igreja, na falta que ia levar e naquela hora ele orou: "Ó Deus, eu preferia estar na Tua casa, mas preciso obedecer ao papai. Faça com que papai também possa conhecer a jesus Cristo e que sinta que só Tu és Deus. Em nome de Jesus, amém."


Era uma festa, o zoológico. Pedrinho viu elefante, leão, cegonha, e os macacos? Que engraçados! Pedrinho riu muito com eles.Comeu pipoca, tomou sorvete, chupou pirulito. Sentaram-se na grama para descansar, e ao mesmo tempo, olhar os patinhos tão lindos. Naquele dia, papai não teve pressa. Pedrinho já estava cansado. À tarde voltaram pra casa, no caminho de volta papai falou:
__Viu, não foi melhor do que ir na Igreja? Do que ficar trancado lá dentro? Você está corado, tomou sol!
__ Papai, estou com frio.
__Frio, com este calor?
Papai parou o carro. Pôs a mão na testa do menino e viu que ele estava com febre. E febre alta. Ligou o carro e foi voando pra casa. Pedrinho estava se sentindo muito mal. Cada vez pior. Quando chegou em casa, mamãe ficou aflita. logo preparou a caminha e Pedrinho deitou.


Chiu! Silêncio. Ninguém fazia barulho. Mamãe deu um remédio para baixar a febre e esperou. O dia começou a ir embora. Foi ficando noite, a lua já apareceu e Pedrinho estava ficando pior. Mamãe falou ao papai:
__Vá até a vila e veja o médico que está lá. É melhor. Pedrinho está piorando.
Papai saiu correndo. Pegou o carro...


...e dentro de meia hora estava na Vila. Era noite, domingo, as placas estavam nas portas "Médico", mas ninguém atendia. E o tempo ia passando e seu filhinho cada vez pior. Viu uma casa muito linda e na porta: "Médico". Havia luz lá dentro da casa. foi rápido. Tocou a campainha. O próprio médico atendeu. Papai explicou tudo e o próprio médico fez a receita.
__É preciso que o senhor vá imediatamente a uma farmácia. Depois de uma hora a febre deverá baixar. se issi não acontecer, volte aqui. Mas é urgente.
O pai de pedrinho saiu feito louco atrás de uma farmácia, não encontrou nenhuma aberta. Pegou o carro e foi mais longe. Parece que viu uma luz em uma delas. Foi até lá e bateu na porta de ferro desesperadamente. de dentro saiu o farmacêutico que já ia dormir.
__Depressa, faça esta receita pra mim. Meu filho está muito mal!
Papai sentou-se e ficou olhando o farmacêutico pegar os vidrinhos e aprontar os remédios. Assim que o farmacêutico lhe entregou , ele subiu no carro e saiu o mais depressa possível.
O farmacêutico abaixou a porta de ferro e , sonolento, foi fechar os vidros e guardá-los. Quando ele olhou o vidro aberto, ficou gelado de susto. Não podia acreditar no que via. Tinha pegado, diante de tanta pressa do pai do menino doente, um vidro errado. E ele preparou toda a receita com VENENO. O farmacêutico tornou a abrir a porta de ferro. Quem sabe o homem ainda estaria por ali. Mas qual nada, ele já ia longe! O menino iria tomar veneno e morrer!
O farmacêutico desesperado pensou: " O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra." Ajoelhou-se e orou:


"Ó, Deus, eu vou matar um menino sem querer. Não sei como fui trocar os vidros. Ó, Deus, faça alguma coisa; não deixe o menino tomar aquele veneno. Em nome de Jesus, amém." Acabou de orar e ficou muito tempo ali, ajoelhado sem coragem de levantar.
Enquanto isso o papai ia correndo levando o remédio para casa.
Sentiu qualquer coisa estranha. Pneu furado!
__Essa não! Meu filho à morte e meu pneu vai furar logo agora?!
A noite ia alta. Ninguém na estrada. Tirou o paletó, desceu do carro e trocou o pneu. Estava frio. Tornou a pôr o paletó, mas sentiu qualquer coisa fria no peito. Não! gritou. Não é possível! Que vou fazer?! O vidro de remédio que coloquei no bolso quebrou-se! Não! Gritou outra vez. Que perseguição! Olhou o vidro . Escorreu tudo. Não sobrou nada. Brava e resmungando, não teve outra coisa a fazer senão voltar para a farmácia. Foi a toda velocidade.. Desceu do carro e bateu com toda força na porta. mal bateu, o farmacêutico levantou. Tão rápido que o pai assustou-se.
__O senhor voltou. Deu o remédio ao menino?
__Não! Gritou o pai. O vidro quebrou-se.
O farmacêutico sentou-se no chão. Não podia nem parar de pé.
__Que foi? Anda, eu quero outro remédio.
__Venha aqui. O senhor viu quando eu preparei o outro remédio, não viu? Pois leia o que está escrito aqui:_VENENO. Uma gota que seu filho tivesse tomado, teria morrido. Eu fiquei até agora ajoelhado, pedindo a Deus que fizesse alguma coisa, mas que seu filho não tomasse o remédio.
O pai, incrédulo, sentou-se e disse:
__O vidro quebrou-se, Deus existe. Agora eu creio.
Rapidamente prepararam outra receita e foram embora. Foram, porque o farmacêutico quis ir junto.
Assim que chegaram, o menino ainda muito mal, disse:
__Você chegou, papai! Demorou! Pedi a Deus que o guardasse. Papai ajoelhou-se junto a cama do filhinho e disse:



__Meu filho, antes que você tome o remédio eu quero lhe dizer que agora eu creio em Deus, sei que Ele é real. Ele existe. Domingo vou com você à Igreja.
O menino sorriu, e fez também uma oração: "Obrigado, Ó Deus, porque Tu me ouviste".
O farmacêutico fez questão de dar o remédio ao Pedrinho. Ficaram esperando mais de uma hora. Logo algumas gotinhas de suor começaram a escorrer nas faces do doentinho. A febre baixava. Estava salvo.
Sabem? Domingo seguinte foram à Igreja, mamãe, Pedrinho e papai.
Deus é maravilhoso!!!










17 de dezembro de 2012

A BONECA PREFERIDA




Vera Lúcia era uma boneca de pano lindíssima. Antigamente as meninas gostavam muito de brincar com bonecas de pano. A dona de Vera Lúcia se chamava Rosa Maria. Os pais de Rosa Maria eram missionários e moravam na China, um país muito longe daqui. O pai de Rosa Maria era pastor, e estava sempre disposto a falar de Jesus, não importava o lugar ou a distância.


Rosa Maria era uma menina muito bonita e delicada, que amava demais sua boneca Vera Lúcia. Onde ia, levava Vera Lúcia com ela. Brincava, passeava, e até dormia com sua amiguinha inseparável.
A primeira coisa que Rosa Maria fazia pela manhã era abraçar Vera Lúcia. Ela gostava porque Vera Lúcia era muito macia, toda recheada de algodão, e, como era do tamanho de um bebê recém-nascido, usava todas as roupas de Rosa Maria quando era bebê.
Os pais de Rosa Maria viajavam muito. Eles já haviam morado no Japão, Alemanha, Rússia, França e Canadá. Já pensou se Vera Lúcia falasse, o que não teria para contar de tantos lugares?


Bem próximo da casa de Rosa Maria, havia um orfanato de meninas chinesas. Elas nunca haviam possuído um lar de verdade, até que pessoas bondosas e que amavam muito a Jesus, levaram-nas para aquele grande lar.
Algumas das meninas vinham de bairros bastante pobres e outras haviam sido vendidas pelos próprios pais.
O natal estava chegando e todos os anos, na manhã do dia de natal, os pais de Rosa Maria levavam-na para visitar essas pobres meninas do orfanato.


Durante o ano, Rosa Maria costumava juntar dinheiro e brinquedos dela e dos amigos para colocar aos pés da árvore de natal para aquelas meninas.
Naquele ano, cada menina receberia um vestido, um sabonete e um brinquedo. Para conseguir essa proeza, foi necessário muito trabalho, principalmente da mãe de Rosa Maria.
Cada noite Rosa Maria, no final de sua oração, dizia: “Querido Jesus, faça com que haja brinquedos suficientes para cada menina do orfanato”.



Certa noite, após Rosa Maria terminar sua oração e se deitar, sua mãe lhe disse:
– Filha, o que você vai colocar na árvore de natal este ano?
– Mamãe – respondeu Rosa Maria – eu tenho minhas economias que poupei durante o ano todo, mas é meu o dinheiro e com ele quero comprar um lindo presente para a senhora e outro para o papai.
- Mas, Rosa Maria – continuou a mãe, amorosamente – você tem tantos brinquedos, por que não dá a mais bela boneca da sua coleção?
Rosa Maria não era uma menina egoísta, mas ela amava muito sua companheira predileta – Vera Lúcia.
Ao mesmo tempo lembrava que Deus deseja que sejamos desprendidos e esse verso veio à sua mente: “De graça recebeste, de graça dai” (Mateus 10:8). Ela hesitou um pouco e em seguida disse:
– Sim, acho que posso, mas tenho que dar minha melhor boneca?
– Isto é com você – disse a mãe – mas não se esqueça do que Jesus disse: “O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram” (Mateus 25:40). Você compreende isso, não é Rosa Maria?
– Sim, mamãe.
Naquela noite Rosa Maria não dormiu imediatamente como de costume. Depois de muito pensar, chamou a mãe.
Aos ouvidos da mãe, a filha disse que era impossível dar Vera Lúcia:
– Não posso! Não posso! Todas menos essa! Eu tenho a Miranda, que é uma boneca linda, com cabelo de verdade, tenho outras para escolher, mas a Vera Lúcia não quero dar, por favor!

A mãe, vendo a agonia da filha, respondeu:
– Minha querida, dê o que você quiser. O presente será seu, não meu. Mas não se esqueça que Deus deu Seu único Filho para nos dar a oportunidade de salvação. Ele era rico e se fez pobre por nós e o preço de nossa salvação foi pago com sangue, Seu próprio sangue.
A mãe beijou-a e saiu, sabendo que sua filha nunca havia amado Miranda, embora fosse uma linda boneca.
Durante três ou quatro dias, Rosa Maria ficou bastante pensativa. Aproximava-se cada vez mais rápido o dia de natal, data em que ela devia tomar sua decisão.




Uma noite, quando Rosa Maria terminou sua oração, sua mãe ouviu-a repetindo essas palavras: “Por favor, querido Jesus, ajuda-me a fazer esse sacrifício”.
No outro dia, ao levantar bem cedo, orou novamente, agradecendo pelo repouso tranqüilo e logo procurou pela sua mãe, com Vera Lúcia nos braços.
– Mamãe, tome. Quero dá-la para Jesus.
A mãe ficou até com pena por aquela atitude bonita da filha e confirmou com ela se não seria Miranda que ela queria dar.
– Não – disse Rosa Maria – porque não é Miranda que eu amo e Deus amava a Jesus quando Ele O enviou ao mundo. Eu quero mesmo dar Vera Lúcia, que eu amo de verdade.
– Está bem – disse a mãe – se é essa sua decisão então vamos dar uma arrumada em Vera Lúcia. Vamos pentear seus cabelos, trocar a roupa e colocar uma fita nova no cabelo.
Depois disso tudo, o pai de Rosa Maria, com tinta e um pincel fino, deu um retoque nos olhos e na boca. Oh! Como Vera Lúcia ficou linda, ainda mais do que antes!


Enfim chegou a manhã de natal. Rosa Maria se arrumou toda e foi com seus pais para o orfanato. O pátio estava todo decorado e bem no centro estava uma linda árvore de natal, com muitas bolas brilhantes e coloridas, fitas, caixas de presentes e para a alegria de Rosa Maria, em um dos galhos, estava Vera Lúcia, com ares de grande importância.


Uma das meninas tinha chegado no orfanato exatamente um dia antes. Era muito pálida, magra e o seu corpinho estava coberto de manchas, por ter sido espancada pelas pessoas com as quais morava.
Os professores e as outras crianças tentaram fazê-la sorrir mas não conseguiram. A menina achava impossível alguém poder amá-la.
Em seguida os professores iniciaram a distribuição dos presentes e Rosa Maria ajudava. Quando a professora pegou Vera Lúcia para entregar, Rosa Maria abraçou-a fortemente e olhando para a professora disse:
– Esta boneca é para aquela menina ali no canto.
A menina nunca havia possuído um brinquedo antes, muito menos uma boneca como aquela.
A professora tomou a mão de Rosa Maria e juntas foram até onde se encontrava a menina novata.



A chinesinha ficou amedrontada, mas Rosa Maria colocou a linda Vera Lúcia em seus braços. Até parecia que a boneca sorria para aquela triste menina órfã. De repente ela entendeu que ninguém queria magoá-la. Ela deu um gostoso abraço em Vera Lúcia e sorriu pela primeira vez. Com isso Rosa Maria ficou super feliz.


Naquela noite, quando Rosa Maria foi dormir, sentiu como se faltasse uma parte do seu corpo, pois Vera Lúcia não estava mais com ela. Então, de repente, ela olhou para Miranda, abraçou-a e disse:
– Oh! Jesus querido, eu cumpri, eu cumpri! Eu fiz exatamente como Deus fez!



Rosa Maria adormeceu mais feliz do que todas as outras noites, porque tinha dado o melhor e mais querido de si para Jesus.
Que triste teria sido para Rosa Maria se a chinesinha tivesse recusado o presente que com tanto sacrifício e amor ela oferecia!
Como Deus deve ficar triste também quando tantas pessoas recusam aceitar o Seu presente maravilhoso, o Seu próprio Filho, o Senhor Jesus.


E você, também não quer aceitá-Lo agora como Salvador da sua vida?